Dáguas

by Matheus Trunkle

Na escuridão da noite vê-se o poema divisor
Dáguas de tempos vividos.
Um fôlego,
Uma voz que toma conta do quarto penumbra.
Quatro
Olhos buscam sem medo na sombra o som
Daquilo que ausenta.
Senta
Que lá vem história para manter boi acordado
De torpor longo de ruminação constante.

Noite de nó longo, não te notes a ver-nos a falar,
Pois é o longo torpor de constante ruminação que nos regurgita
A lei maldita
Do cão.

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