A Secura É Rude

by Matheus Trunkle

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Reveste perfeita
A pele grossa
De sol
A gosto no rosto
O sal
Não do mar mas
Do suor
Que dói ao sair
Dando luz ao fogo
Há tempos fátuo

Um brilho na noite
Clara que revela precipitações
Do abismo que escorre pelos meus dedos
Como cola permanente

Eu devo chorar?
Nunca

Pois se caso faça
E leve as mãos ao rosto
Elas se grudarão tapando minha visão
E minha única paisagem
Será o escuro de uma casa vazia

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