Escritos de Afeto

pois afetar e ser afetado é o que nos resta

Month: May, 2016

Aqui

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Aquele que fala da verticalidade
Das cidades
Mente

No horizonte talvez
Faça sentido ao olhar
Falos-concreto ao céu arranhado
Alinhados de bloco chumbo como facas
Fincadas em terra entretanto
Quanto mais perto menos
Verticais as retas

As estruturas curvam-se às avenidas
Diagonais súditas que buscam no asfalto
O alimento necessário à metrópole
Pois a fome de vida é de todos os tolos
O pai que faz sucumbir antes de dar de comer

Fossem chicletes mastigam-se corpos por dentes
Daqueles que nem sequer possuem boca
Sem cor nem sabor a pele ganha rigidez
E o material disforme é cuspido fora
Úmido porque inútil
Inútil porque humano
Humano porque vazio

Aqui jaz o poeta
Sem resistêntcia

Daniel

 

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Foi da constelação
A primeira estrela
Cadente ciente
Do amor esperado

Olhar vitral profundo
Vidrado universo de planetas
A descobrir

Garoto peralta
Astronauta inverso
Que preferiu desvelar da terra
As palavras a desvendar do espaço
Os mistérios

Coração de fogo pálido
Que aquece mas não queima
Crepitação constante
Gentil ao toque
Aos ouvidos doce
É você que mantém acesa
A minha chama

Resistência fria
Ao vácuo da galáxia
E à ausência do oxigênio

Norteia-me!
Enquanto observo o céu
À noite