Nina

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Rufo o tambor

Sola chapa sobre terra
Firme forma de menina
Cujos olhos-lança caçam
Os sentidos mais interditos
Das florestas mais escuras

Você extrai a vida da seiva
De cor castanha como os cabelos
Que lhe recaem sobre os ombros
Fortes
De quem veio para conquistar
Desbravadora de terrenos novos
Inseguros incautos

Brava!
Que com rigor cerra punhos
E encerra assuntos
Tal como os fez
A linhagem de mulheres
Antes de você

Selvática domadora
Da cultura e da natureza
Faça uso do gênio irrequieto
Com sabedoria gentil
E não permita nunca
Que os animais invadam
A selva só sua

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